sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Aqui vai mais um... mas esse é em espanhol! O material é legal, já postei sobre isso aqui, mas para quem quiser ver, vale a pena!

http://www.youtube.com/watch?v=9eb3tmOTtvU&feature=related
Segue aqui um vídeo com um material bem interessante que eu não postei aqui no blog. Recomendo!!
http://www.youtube.com/watch?v=HF-jbxhPsKo

Fídias

 
 
Foi talvéz o mais importante escultor grego, que , como supervisor do programa de embelezamento traçado por Péricles para Atenas, exerceu funda influência sobre todos os grandes projetos artísticos levados a cabo no "Século de Péricles", revelando-se a principal personalidade artística por detrás do desenvolvimento do puro estilo clássico.
Todas as suas grandes obras se perderam, embora as esculturas do Partenon, por ele concebidas e de certo executadas sob sua supervisão, deem bem a medida de seu gênio. Tais esculturas forneceram o modelo para toda a arte de inspiração clássica subsequente, até nossos dias. A contribuição própria de Fídias ao Partenon foi a célebre "Atena Parthenos", de ouro e marfim, com mais de 12 metros de altura, e da qual apenas restam, além da descrição de autores antigos, como Pausânias e Plínio, representações em moedas e em estatuetas. Anteriormente, o artista granjeara fama com outra estátua colossal, a "Athena Promachos", localizada na Acrópole.
Uma tradição conservada por autores de sua época afirma ter Fídias se apossado de parte do ouro destinado a "Athena Parthenos", o que teria determinado seu exilio. De qualquer forma, o escultor achava-se em Elis em 430 A.C. trabalhando num "Zeus Olympeios" que passa por ter sido seu mais belo trabalho, a ponto de Quintialiano ter afirmado que acrescentava nova dimensão à religião antiga.
 

Íctino


Ictinos (Interpretación de Paul Delaroche, 1842)















Íctino foi um arquiteto da segunda metade do séc V A.C., que em conjunto com Clícrates, projetou o Partenon em Atenas.
Pouco se sabe sobre a vida desse grande arquiteto, o que se sabe é provenienete de materiais de Plutarco.
O exemplo mais bem preservado de seus projetos é o Templo de Hefesto em Atenas, que foi bem preservado por ter sido uma Igreja Cristã
Algumas pessoas também creem que o Templo de Apolo em Bassae tenha sido sua obra.

Templo de Zeus



Templo dedicado a Zeus, é localizado no centro de Atenas, Grécia. Começou a ser construido no século VI A.C. e só foi concluido no reinado de Adriano. Durante seu apogeu foi um dos maiores e mais famosos templos gregos.
Foi projetado por Antistates, Callaeschrus, Antimachides e Porinus. É de estilo dórico e está sobre um pódio de 41m X 108m com uma série dupla de colunas na frente e nos fundos, e uma simples nos lados. Com a abolição da tirania, o trabalho foi interrompido e somente em 174 A.C. a construção do templo pode ser retomada. Com a retomada da construção o projeto teve uma pequena alteração, um aumento no número de colunas, totalizando 104 colunas de 17 metros de altura e 2 metros de diâmetro. O estilo também alterou-se passando a ser jônico, e em vez de continuar utilizando o clacário, foi adotado o mármore pentélico. E após a morte do atual rei, o projeto foi novamente abandonado. Após a construção ser espoliada, Augusto tentou terminar a obra, mas somente Adriano conseguiu.
Foi acrescentado no templo um prescinto e uma estátua de ouro de Zeus. A partir disso, o templo começou a ser depredado, e hoje restam apenas 15 colunas de pé e uma caida no solo.

Templo de Atena Niké


Este templo é dedicado à deusa Atena, localizado na Acrópole de Atenas, na Grécia.
É um templo de ordem jônica antiga e se localizava na parte sudeste da acrópole, à direita da entrada. Lá era o local de adoração a deusa, esperando que a deusa os ajudasse nas guerras.
Foi construido no mesmo local onde estava o antigo templo a Atena, que foi destruido pelos persas em 480 A.C. Havia uma grande estátua da deusa no centro do templo. Atena geralmente era descrita como a deusa alada da vitória.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Partenon

 
Nome dado desde o séc. IV A.C. ao templo principal da Acrópole, em Atenas, dedicado ao culto de Atena Partenos, a Virgem. Após a vitória de Maratona, resolveram os atenienses construir no cume da Acrópole um novo e imponente local de culto. As obras iniciaram-se em 447 A.C. e terminaram em 438 A.C., sob orientação dos arquitetos Íctino e Calícrates, com supervisão geral do escultor Fídias. Em 662 D.C. foi transformado em igreja pelos bizantinos e em 1458, após a captura de Atenas pelos turcos, em mesquita. Durante o bombardeio da Acrópole pelas forças do veneziano Morosini (1687), um depósito de pólvora explodiu destruindo a parte central do templo.
O Partenon representa a culminância máxima da ordem dórica na Antiga Grécia. Numa das câmaras da parte central, encontrava-se a gigantesca estátua em ouro e marfim de Atena, obra de Fídias. Também esculpidos por Fídias eram a parte superior interna da construção e as métopas do entablamento do peristilo. Conjuntos estatuários adornavam ainda os frontões. Todas as esculturas eram pintadas e ornadas com elementos de bronze. Algumas estátuas do Partenon encontram-se nos Museus de Londres, Louvre e Atenas.
Estética da arquitetura grega
A arquitetura grega tem no templo sua expressão mais típica. Do ponto de vista espacial, contudo, o templo grego é passível de críticas, pois a preocupação com o espaço interno é, nele, secundária: afinal, destinava-se o templo a ser a morada de um deus, e para isso bastava a pequena cella, onde era guardada a sua estátua, e à qual os fiéis não tinham acesso. O espaço do templo grego, por conseguinte, não é o espaço arquitetônico, contido, e sim o espaço cerrado da escultura (Bruno Zevi). Esse caráter escultórico é enfatizado pela circunstância de caber a Fídias, e não a Ictino, a glória maior na autoria do Partenon.
Se se comparar a arquitetura grega à romana, até certo ponto seu prolongamento natural, ver-se-á que os romanos, carecendo de senso artístico helênico, souberam conceber e organizar o espaço interno enquanto arquitetura, espaço para ser penetrado. Concluir-se á talvez, como Bruno Zevi, que a arquitetura grega é antes de tudo escultura, traduzindo-se num sem-número de obras-primas artísticas, ao passo que a romana é obra arquitetônica, embora não raro careça de sentimento estético.
Período Helenístico (300-100 A.C.)
Até a fase clássica, os arquitetos gregos encaravam cada construção como uma unidade completa em si mesma, e como tal destacada das demais; no Período Helenístico, tal tendência desparecerá: os arquitetos, acostumados a projetar nova cidades, buscam o comlpexo arquitetônico, atingindo-o em sítios como Cós, Pérgamo, Antioquia, Seleucia e Magnésia. Por outro lado, o conjunto ofuscará o detalhe, nos templos elaborados por Cossúcio (Zeus, em Atenas, c. 175 A.C.) e Hermógenes (Artemisa, em Magnésia, c. 140 A.C.), ou no grande Altar de Pérgamo (180 A.C.). O interesse desloca-se, outrossim, para os edifícios seculares ou semi-seculares, como deambulatórios (colunatas de Priene, Pérgamo e Atenas), assembléias (Mileto) ou bibliotecas (Pérgamo), sem falar nos palácios e vilas, e nas residências. O contato com as arquiteturas não-helênicas (Egito, Síria, Mesopotâmia) levará à produção de novos tipos arquitetônicos, enriquecendo, ao mesmo tempo, o repertório ornamental. Por sua vez, as ordens gregas atingirão a Pérsia e mesmo a Índia, fundindo-se aos estilos locais em muitas ocasiões.
À ornamentação de cunho vegetal junta-se, por necessidade rítmica, a de base animal; e não raro os ornamentos são concebidos como réplicas realistas de objetos reais do culto (guirlandas, objetos rituais). Em cada edifício, a relação dos vários elementos tectônicos não é tão importante como sua aparência visual.


Templo de Perge
Período Clássico (c.500-c.300 A.C.)
Toda a arquitetura clássica caracteriza-se por um senso absoluto de organicidade e equilíbrio, subordinando-se suas proporções à ordem matemática. A primeira grande construção dórica do período é o Templo de Zeus em Olímpia, erguido segundo risco de Libon em c. 456. Quando Atenas é reconstruída, sob Péricles, concentram-se na Acrópole vários templos dóricos, dos quais o mais importante - na verdade o apogeu do estilo clássico - é o Partenon, construído por Ictino e Calícrates e decorado com esculturas concebidas por Fídias, e que doravante influenciará toda a arte e arquitetura do país, fornecendo-lhe um padrão em que se casam uma concepção ideal da forma e das proporções humanas e um enfoque emocional sereno e despojado. Os templos jônicos do Período Clássico, se por um lado perdem em amplitude quando comparados aos da época arcaica, ganham em graciosidade e pureza (Templo de Atena Nike; Telesterion de Elêusis, por Ictino).
As ordens dórica e jônica lançavam mão de motivos abstratos ou semi-abstratos para simbolizar a vida orgânica; os arquitetos do Período Clássico tardio, ao contrário, preferiam traduzi-la mais literalmente, e para tal faziam uso de ornamentos extraídos de acantos e outras plantas reais. Surge assim a última ordem da arquitetura grega: a coríntia, já anunciada no Templo de Apolo em Basse (séc. V), e que se tornará muito popular a partir do monumento corágico a Lisícrates (334 A.C.). Em breve, o estilo coríntio irá se combinar ao dórico em muitos edifícios, aquele reservado para o interior, este para a fachada (Templo de Atena, em Tégea, por Escopas; o Tolo de Epidauro, por Policleto, o Jovem). O fim do período Clássico irá presenciar uma revitalização do estilo jônico por influênica do arquiteto Píteas (Túmulo de Mausolo, em Helicarnasso, 353 A.C.) o qual abandona a busca  de refinamento em troca da monumentalidade.

Templo de Zeus, em Olímpia, projetado pelo arquiteto Libon em c. 456 A.C., considerado uma das primeiras grandes construções dóricas do Período Clássico; e vista da passagem sul do Templo da Concórdia (séc. V A.C.) em Acragas, atual Agrigento, Sicília.
Período Arcaico (600-500 A.C.)
Os modelos esboçados no período anterior são agora ampliados e elaborados, com o refinamento gradativo das proporções, enquanto os capitéis se tornam mais elegantes, e a decoração escultórica dos frontões passa a integrar-se melhor na estrutura arquitetônica. Ao mesmo tempo, a cor é amplamente utilizada para vivificar aqui o ornamento em pedra ou mármore. O típico templo grego obedece agora a um plano no qual se sucedem um pórtico de acesso (pronaos), a câmara principal com a imagem da divindade (naos, cella) e, com frequência, um aposento aos fundos (opisthodomos). Uma colunata (peristylon) circundava o conjunto, coberto por um teto reclinado. Duas filas de colunas dividiam, às vezes, a cella numa nave central e duas alas laterais. Exemplos marcantes de templos dóricos arcaicos acham-se em Corfu, Termo, Selinus, Sele, Pesto ("Basilica"), Atenas, Cirene, Corinto, Súnio, Asso, e Delfos; entre os mais importantes templos jônicos do período, citem-se os de Éfeso (atribuído a Chersiphron e Metagenes) e Sarmos (de Róico), ambos dipteros, ou seja, dotados de dupla colunata.


 
 
Período Orientalizante (c.700-600 A.C.):
O século VII presenciará o desenvolvimento das ordens dórica e jônica, essencialmente gregas. O mais primitivo exemplo da ordem dórica pode ser visto no templo de Apolo, em Termo, na Etólia, enquanto a ordem jônica faz sua aparição no Egeu Oriental, em sítios como Samos e Smirna. O templo ganha em amplitude, e a utilização da pedra torna-se maior, mas, o revestimento em madeira e terracota continua a ser muito utilizado. Relevos escultóricos passam a adornar construções, com motivos florais e figurativos, como no Templo de Prínias. Durante curto intervalo é encontrado em Neandria e outros sítios o rebuscado capitel palmiforme de tipo eólico, de origem síria (Megiddo). Em Prínias, Deméter e Selinus persiste um modelo de templo destituído de pórtico, o que pressupõe origem mais antiga.

Templo de Apolo