quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Estética da arquitetura grega
A arquitetura grega tem no templo sua expressão mais típica. Do ponto de vista espacial, contudo, o templo grego é passível de críticas, pois a preocupação com o espaço interno é, nele, secundária: afinal, destinava-se o templo a ser a morada de um deus, e para isso bastava a pequena cella, onde era guardada a sua estátua, e à qual os fiéis não tinham acesso. O espaço do templo grego, por conseguinte, não é o espaço arquitetônico, contido, e sim o espaço cerrado da escultura (Bruno Zevi). Esse caráter escultórico é enfatizado pela circunstância de caber a Fídias, e não a Ictino, a glória maior na autoria do Partenon.
Se se comparar a arquitetura grega à romana, até certo ponto seu prolongamento natural, ver-se-á que os romanos, carecendo de senso artístico helênico, souberam conceber e organizar o espaço interno enquanto arquitetura, espaço para ser penetrado. Concluir-se á talvez, como Bruno Zevi, que a arquitetura grega é antes de tudo escultura, traduzindo-se num sem-número de obras-primas artísticas, ao passo que a romana é obra arquitetônica, embora não raro careça de sentimento estético.

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