Até a fase clássica, os arquitetos gregos encaravam cada construção como uma unidade completa em si mesma, e como tal destacada das demais; no Período Helenístico, tal tendência desparecerá: os arquitetos, acostumados a projetar nova cidades, buscam o comlpexo arquitetônico, atingindo-o em sítios como Cós, Pérgamo, Antioquia, Seleucia e Magnésia. Por outro lado, o conjunto ofuscará o detalhe, nos templos elaborados por Cossúcio (Zeus, em Atenas, c. 175 A.C.) e Hermógenes (Artemisa, em Magnésia, c. 140 A.C.), ou no grande Altar de Pérgamo (180 A.C.). O interesse desloca-se, outrossim, para os edifícios seculares ou semi-seculares, como deambulatórios (colunatas de Priene, Pérgamo e Atenas), assembléias (Mileto) ou bibliotecas (Pérgamo), sem falar nos palácios e vilas, e nas residências. O contato com as arquiteturas não-helênicas (Egito, Síria, Mesopotâmia) levará à produção de novos tipos arquitetônicos, enriquecendo, ao mesmo tempo, o repertório ornamental. Por sua vez, as ordens gregas atingirão a Pérsia e mesmo a Índia, fundindo-se aos estilos locais em muitas ocasiões.
À ornamentação de cunho vegetal junta-se, por necessidade rítmica, a de base animal; e não raro os ornamentos são concebidos como réplicas realistas de objetos reais do culto (guirlandas, objetos rituais). Em cada edifício, a relação dos vários elementos tectônicos não é tão importante como sua aparência visual.
Templo de Perge
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